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domingo, 18 de maio de 2014

Moradores de Irati vivem a expectativa de ir a um jogo da Copa do Mundo

Guylherme e Luiz Carlos poderão ver os jogos na Arena da Baixada. Guylherme irá ver Argélia x Rússia, já Luiz Carlos poderá assistir aos quatro jogos sediados em Curitiba

@ Augusto Travensolli
Em junho o Brasil sediará o maior evento do futebol, a Copa do Mundo. Desde 2007, quando o país foi escolhido como sede, muitos se preparam para o evento. Ao todo, o mundial será realizado em doze estádios: Mané Garrinha – Brasília; Arena Pantanal – Cuiabá; Arena da Baixada – Curitiba; Castelão – Fortaleza; Arena Amazônia – Manaus; Arena das Dunas – Natal; Beira-Rio – Porto Alegre; Arena Pernambuco – Recife; Maracanã – Rio de Janeiro; Fonte Nova – Salvador; Itaquerão – São Paulo.

A Copa do Mundo desperta interesse de toda a população, além é claro dos amantes do esporte. Ver os maiores astros do futebol mundial de perto é uma oportunidade única e, por esse motivo, conseguir ingressos para assistir aos jogos tornou-se uma loteria.
No dia primeiro de abril a Fifa anunciou que foram vendidos 2,51 milhões de ingressos para o mundial. Os moradores de Irati Luiz Carlos Pietrowski Basso e Guylherme Bettes, estão entre as mais de 2 milhões de pessoas que acompanharão a Copa de dentro do estádio. Eles participarão de jogos em Curitiba, tendo a oportunidade de prestigiar o time que é o atual campeão mundial, a Espanha.

Sorteio
Os ingressos para a Copa do Mundo foram vendidos através de quatro etapas. Nas três primeiras, houve o cadastramento no site da Fifa e um sorteio para efetivar a compra, nesse sorteio porém, não havia prioridade por ordem de chegada.
No dia 15 de abril, iniciou-se uma última etapa de vendas com os ingressos restantes, que ocorre por ordem de encomenda e fica aberta até o dia da final do mundial, dia 13 de julho. Os preços variaram em quatro categorias e tipos de jogos (fase de grupos, abertura, oitavas, quarta, semi e final) de R$ 30 (meia-entrada da categoria 4 para jogos da fase de grupo, sem contar a abertura), enquanto o mais caro é o da categoria 1 para a final, por R$ 1.980.
Para conseguir os ingressos, nessas primeiras etapas, portanto, o interessado deveria realizar um cadastro e torcer para ser contemplado com as entradas escolhidas. Luiz Carlos Pietrowski Basso, não conseguiu ter a sorte pelo seu cadastro, mas seu primo Thomas Kovalski foi sorteado para quatro jogos da Copa (Argélia x Rússia / Irã x Nigéria / Austrália x Espanha / Honduras x Equador) e Luiz Carlos estava como acompanhante. “Eu consegui através do sorteio da Fifa. O meu primo, o Thomas se inscreveu e colocou eu e mais um amigo nosso como parceiros dele e ele foi sorteado para os quatro jogos da Arena da Baixada,” explica Luiz Carlos Basso.
Guylherme Bettes irá assistir Argélia x Rússia, no dia 26 de junho, mas também teve que contar com a ajuda de um parente para poder ser sorteado. Guylherme conta que, na primeira fase de venda de ingressos, ele e seu tio, Almir Padilha, tentaram concorrer a ingressos em sete jogos. Para a abertura, um dos jogos da semifinal, a final e os quatro jogos em Curitiba.
Mas eles não conseguiram ser sorteados nesse primeiro momento. “Na verdade, foi na segunda tentativa que conseguimos. O meu tio acabou conseguindo nove ingressos para três jogos na Arena (Argélia x Rússia / Irã x Nigéria / Honduras x Equador), aí eu e mais um amigo dele vamos com ele para assistir Argélia e Rússia.”, conta Guylherme.

Expectativa
Luiz Carlos é torcedor do Corinthians e apesar de acompanhar sempre os jogos de seu time pela TV, nunca foi a um jogo em um grande estádio. E na Copa do Mundo, Luiz poderá ver de perto oito seleções na Arena da Baixada. “Será minha primeira vez em um estádio grande, não conheço um estádio grande e a emoção é grande mesmo, ainda mais em uma Copa do Mundo em nosso país, a expectativa é a melhor possível”, conta Luiz.

Já Guylherme Bettes é torcedor do Palmeiras e sempre que pode vai assistir a jogos no Paraná. Guylherme é acostumado a ir à Arena da Baixada e no Couto Pereira, mas a Copa do Mundo é algo diferente. “Não é todo dia que a gente pode ver um jogo da Copa tão perto de casa. Normalmente, Copa do Mundo é Europa e países de primeiro mundo, não havendo a possibilidade de poder ir aos jogos. E com a Copa aqui no Brasil, por mais caro que estejam os ingressos é possível assistir a um jogo”, explica Guylherme.
Apesar de a Copa do Mundo reunir as melhores seleções do planeta, há países que não possuem tanta tradição no futebol.

Alguns confrontos  em campo envolverão de equipes de menor expressão mundial na Copa. Como por exemplo, Irã e Nigéria, que pertencem ao Grupo F, que conta ainda com Argentina e Bósnia-Herzegóvina. Luiz Carlos Basso vai para a Arena da Baixada dia 16 de junho para acompanhar o duelo. “O pessoal tira sarro que é um jogo sem expressão, mas é Copa do Mundo também. Muitas vezes o nível dessas duas seleções é muito maior que nível de futebol aqui no Brasil. Então,  por mim poderia ser qualquer jogo, que eu estaria presente com a mesma alegria, entusiasmo e ansiedade,” exemplifica Luiz Carlos. Guylherme ainda completa. “Estamos participando da história do futebol.”
O que você acha da Copa do Mundo no Brasil?

Segundo o balanço oficial mais recente, os gastos dos 12 estádios do Mundial do Brasil 2014 chegam a R$ 8,9 bilhões. O orçamento ultrapassa a previsão inicial em 200%.
Em 2013, no período em que foi realizada a Copa das Confederações, ocorreram vários protestos nas ruas pedindo melhorias no país.

A Copa do Mundo foi um dos temas das manifestações que aconteceram em todo o país, dentre os vários gritos, havia ‘Copa não, saúde e educação. ’  
As opiniões sobre o mundial estão divididas em Irati. Foram ouvidas diversas pessoas na cidade, escolhemos dois depoimentos que ilustram isso. “A Copa e as Olimpíadas são eventos bons, que trazem retorno para o Brasil. Mas a forma com que foram feitos os investimentos para o mundial foram erradas,” diz Juliano de Pereira de Jesus.

Já o auxiliar de produção Osmael Firmino Neves, não vê nada de positivo com a Copa.
“Não é muito bom é mal organizado e poderiam depositar dinheiro na saúde. Não é bom em nenhum aspecto”, explica Osmael.

Por Augusto Travensolli