Merenda das escolas municipais de Rio Azul passa a ter produtos orgânicos - Jornal Iratiin

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Merenda das escolas municipais de Rio Azul passa a ter produtos orgânicos

As crianças das escolas municipais de Rio Azul passam a ter uma alimentação mais saudável, pois, a partir de agora, há o Programa de Produção Orgânica, projeto da administração municipal que traz alimentos orgânicos do produtor do município para o cardápio dos estudantes. A medida visa, além de qualificar a comida das escolas, incentivar a economia e a produção local.


@Arquivo/Eco Leite Orgânico

Segundo Julian Fronczak, secretário de Agricultura de Rio Azul, a proposta no primeiro momento é contar com 25 famílias no projeto. “A meta de certificação (necessária para os produtores que buscam vender seus produtos como orgânicos) é de 25 famílias, mas a demanda por esse trabalho é maior, por isso, espero que haja um aumento gradativo no número de famílias inscritas”, esclarece.
Um dos principais alimentos fornecidos através do programa é o leite orgânico.  Cerca de 14 mil litros serão destinados para a prefeitura nesse primeiro momento, sete mil para órgãos da prefeitura e sete mil para a merenda escolar. Segundo Julian, essa compra de leite orgânico para o município torna Rio Azul uma das pioneiras nacionalmente na questão.

O biólogo Manoel Carneiro é fornecedor desse tipo de leite, através da Eco Leite Orgânico. A produção é familiar, conta com a ajuda de seu pai e sua mãe para o trabalho. A propriedade de Manoel tem o foco na produção de leite orgânico e há três anos o fornece para as escolas estaduais do município, mas, por ser um edital antigo, não é diferenciado do convencional pelo governo do estado.

Diferenças entre o convencional e o orgânico
No primeiro momento, a principal diferença vista pelo consumidor é o preço, já que o leite orgânico é 30% mais caro que o convencional. Apesar do preço maior, as vantagens relacionadas à saúde são ainda maiores. “O principal ponto positivo do leite orgânico é a completa ausência de agrotóxicos, isso traz grandes benefícios para quem o consome”, explica o biólogo.
Para chegar nesse produto livre de agrotóxicos a produção é bem diferenciada da convencional. “As vacas só consomem pastagem, não comem ração – tem algumas que até são liberadas, mas não fazemos uso. Esse pasto também tem que ser livre de agrotóxico e separado em piquetes”, comenta Carneiro, que relata que apesar da lei permitir 30% de leite convencional, o que ele produz é 100% orgânico.

Certificação
Apesar de estar há 10 anos na produção de leite orgânico, só agora a Eco Leite Orgânico conseguiu certificação.    

O documento veio através do Programa de Certificação de Produtos Orgânicos, fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Segundo o biólogo Manoel Carneiro, o processo para obter o certificado é bem rigoroso e burocrático, mas como sempre operou dentro das normas conseguiu, o próximo passo é a certificação a nível estadual, já que essa obtida só vale para o município. Além do leite, outros produtos orgânicos aparecem nessa primeira etapa de fornecimento dos produtores para a prefeitura, como o morango e o feijão.


Arquivo/CMEI Anibal Khury
Ação com as crianças
Com o foco no consumo de leite produzido na cidade, as professoras do Centro Municipal de Educação Infantil Anibal Khury, organizaram uma ação com as crianças entre dois e quatro anos para conhecerem melhor o alimento que consomem diariamente. Segundo a professora Diocele Turski, uma das responsáveis pela ação (também participaram as professoras Stela Pissaia e Maria Isabel Carneiro), o projeto foi feito para que as crianças soubessem de onde vem o leite que consumem, já que algumas sequer tinham visto uma vaca de perto. “Foram feitas visitações para que as crianças acompanhassem o processo, foi importante porque elas gostaram e aprenderam com o que viram”, conta Diocele, que relata que além do leite orgânico, as crianças tiveram lições sobre outros tipos de leite que consomem, como o de soja e o materno.

Raphael Gierez/Hoje Centro Sul