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sábado, 19 de julho de 2014

Lojas contabilizam lucros e prejuízos com a venda dos produtos da Copa

Copa do Mundo 2014 trouxe investimentos para o Brasil.

Com o final da competição e o desempenho abaixo do esperado da Seleção Brasileira, que foi eliminada com um resultado histórico da semifinal – uma derrota por 7x1 contra a seleção da Alemanha, a campeã deste ano –, as lojas agora contabilizam os lucros e prejuízos com as vendas dos produtos da Copa.

@Kyene Becker/Hoje Centro Sul
A vendedora Ana Valéria Zigtik e a operadora de caixa Cíntia Menon trabalham em uma loja de esportes em Irati e contam que as vendas na loja foram expressivas. Ana Valéria ressalta que apenas uma camiseta da seleção restou no estoque. “Tudo o que a gente tinha do Brasil foi vendido. Até faltou. Sobrou uma camiseta tamanho GG e só. Pela quantidade de produtos que a gente tinha, eu achei que era muita coisa, mas mesmo assim acabou vendendo tudo”, diz.

Cíntia explica que alguns pedidos tiveram que ser cancelados, pois a demanda foi maior que a previsão de produção pelas indústrias. “Foram feitos os pedidos e até teve coisa que foi cancelada, porque as indústrias não conseguiram fabricar tantos pedidos”, ressalta. Apesar da eliminação do Brasil na semifinal, Ana Valéria comenta que as pessoas ainda estão procurando os produtos. “Chegou um rapaz que queria uma camiseta do Brasil e o pai dele disse que mesmo o Brasil tendo perdido, ele quer a camiseta. Se tivesse sobrado estoque, a gente ia guardar pra próxima Copa, porque as estrelas não alteraram”, completa.

Já Luis Felipe Lukavy, que trabalha em uma loja de roupas e brinquedos, conta que teve que fazer promoções para as mercadorias serem vendidas. “Eu acho que o pessoal não se empolgou tanto com essa Copa. A gente fez promoção, justamente para sair a mercadoria, porque eu acho que se não fosse feito, não venderia tanto”. Segundo ele, além da baixa procura pelos produtos da Copa, as vendas de outras mercadorias também foram prejudicadas pelos horários dos jogos. “A gente teve que fechar a loja mais cedo, por causa dos jogos. O nosso horário normal é até as 18h30, mas por conta dos jogos, acabávamos fechando umas 2h antes do normal”.

A gerente de uma loja de variedades em Irati, Elaine Cristina Pires, afirma que apenas as camisetas tiveram uma venda expressiva. “Esse ano, nós investimos apenas em coisas diferentes, que nós não tínhamos nos outros anos, como bonés e camisetas. As camisetas, por exemplo, foram vendidas todas. O que sobrou foi pouca coisa, a gente está empacotando e guardando para a próxima”, diz. Ela explica que não investiu muito neste ano, pois se baseou na procura da Copa de 2010. “A gente não investiu muito esse ano, porque na outra Copa não tivemos uma venda bem significativa. Então, a gente reduziu os pedidos e trabalhamos com o que sobrou da Copa passada e retrasada”. Para Elaine, o desempenho da Seleção Brasileira afetou as vendas.

“O desempenho da seleção afetou nas vendas sim. Quarta-feira, por exemplo, os clientes continuam vindo, mas ninguém está procurando pelos objetos. Eu acho que não vão procurar mais, eu não vou mais expor esse ano. Quando acabou, acabou mesmo”, finaliza.

Kyene Becker/Hoje Centro Sul