Jovem de Imbituva apresenta sua experiência com o artesanato em Brasília - Jornal Iratiin

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domingo, 29 de junho de 2014

Jovem de Imbituva apresenta sua experiência com o artesanato em Brasília

O artesanato tem uma profunda relação com o meio rural entre o trabalho na agricultura e as atividades domésticas. As mesmas mãos que produzem alimentos, são as mãos que resgatam culturas, os dedos que fertilizam o solo seguram firme as agulhas, inventando formas, agregando novas cores, depositando identi- dade naquilo que é produzido. Detentoras de um saber tradicional, estas mulheres transmitem conhecimentos de geração em geração.

@Divulgação
Mas além do lazer, da manutenção da cultura, o artesanato pode se tornar uma atividade lucrativa. Neste contexto, Juciele Gatto, moradora da comunidade de Bela Vista do Carmo, município de Imbituva, fez uso de sua vocação e transformou seus produtos artesanais em crochê em negócio. Juciele participou do debate promovido pelo Instituo Souza Cruz em Brasília no dia 13 de junho, juntamente com a pesquisadora Macao Goes, coautora do livro “Que boneca é essa? Corte e recorte de mestras brasileiras”.

 A jovem foi orientada no ano de 2012 e elaborou seu projeto de “Artesanato em Crochê”, na ocasião participava da formação do Pro- grama Empreendedorismo do Jovem Rural, implementado pelo Cedejor. Em 2013 voltou para o Centro de Formação para participar do Programa Novos Rurais e com o apoio recebido ela implantou em sua propriedade o “Ateliê Belartes”: Produtos arte- sanais em crochê, hoje sua propriedade é uma Unidade Demonstrativa, referência em sua comunidade e município. Em relação às atividades não agrícolas elas são decisivas para o desenvolvimento
rural. Dentro da formação oferecida pelo Cedejor há um estímulo imenso no que com- pete a esse tipo de atividades. A atividade não agrícola não é a negação da agricultura como meio de vida e de tra- balho nos espaços rurais. Ao contrário, representam uma possibilidade, compreendida como estratégia econômica, para a geração de trabalho e renda e manutenção da atividade agrícola. Para os jovens, o empreendimento não agrícola pode representar a possibilidade de revisão de seu pertencimento à Unidade Familiar.

Por Cristiane Tabarro