Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade tem tratamento - Jornal Iratiin

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sábado, 31 de maio de 2014

Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade tem tratamento

Baixo rendimento escolar pode ser sinal de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, que é um dos distúrbios que afetam crianças e adolescentes. Em Irati, conheça o caso do menino Adir Fiori, que recebeu o tratamento adequado e teve sua qualidade de vida ampliada

Toda criança ou adolescente portadora do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), também chamado de Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA), além do uso de medicação, pode ter uma significante melhora com afeto, dedicação e com a integração escola-família no processo pedagógico.

Thaís Siqueira/Hoje Centro Sul
Profissionais da área de saúde defendem que é muito importante os pais auxiliarem e incentivá-los em tudo que acharem necessário, principalmente na hora dos estudos, como mostra o caso do menino Adir Antonio Fiori, que sofre do distúrbio.

Conforme a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o transtorno é descrito como uma patologia de base biológica, com causas genéticas que aparece na infância. É uma doença psiquiátrica, que atinge em maiores proporções  crianças e adolescentes.

De acordo com o psicólogo clínico Daniel Nazar Kengerski, mesmo dentro da psicologia, há muita polêmica quanto ao diagnóstico do TDAH. Aliás, existe um grupo contrário à medicalização quando identificado esse tipo de transtorno. O site do fórum é  www.medicalizacao.org.br, onde é discutida essa questão.

Para Daniel, não dá para negar que a pessoa diagnosticada com esse transtorno não vá enfrentar nenhum tipo de dificuldade ou problema. Vale ressaltar, a importância do tratamento médico para os portadores de TDAH, para evitar prejuízos em relação à escola, vida social, ou até mesmo, que não venha ter consequências no futuro. 

"Conheço pessoalmente várias pessoas da cidade de Irati e de outras cidades que foram diagnosticadas com esse tipo de transtorno. Inclusive uma mãe, que mesmo após ouvir diversas vezes de professores e profissionais que seu filho precisa de tratamento, continua firme na posição de que ele é apenas uma criança normal, porém um pouco travessa ou agitada demais", conta Daniel.

Os principais sintomas do distúrbio são: desatenção, hiperatividade (pessoa ativa e agitada, bem além do comum), impulsividade, baixa tolerância à frustração, teimosia e insistência excessiva.

O tratamento é feito em geral com uma associação de medicação, intervenção psicológica e terapia individual, de acordo com o psicólogo. O remédio mais receitado nesses casos é a “Ritalina”, um medicamento que, segundo profissionais da saúde pode traz severos efeitos colaterais, caso utilizados indevidamente, entre eles: depressão e problemas cardíacos.

As clínicas e consultórios de médicos e de psicólogos estão sempre recebendo pessoas que procuram ajuda devido a problemas de baixo rendimento escolar, baixa produtividade no trabalho ou problemas para manter a atenção em determinados momentos.

O caso de Adir Antonio Fiori
Um dos casos de portadores de TDAH, na cidade de Irati, é o caso do garoto Adir Antonio Fiori, 11 anos, estudante do sétimo ano do ensino fundamental. Filho da dona de casa, Simone Batista da Luz Fiori e do motorista de uma rede de supermercados de Irati, Adir Fiori.

O garoto foi diagnosticado com TDAH há quatro anos, quando certo dia, em sua residência, apresentou ameaça de convulsão. “Naquele dia, ele travou a língua, não conversava, e até achei que era uma brincadeira, pois ele era muito travesso. Mas, depois que percebi que era sério, levei um susto enorme e fiquei muito assustada”, conta Simone. Após o susto, os pais acompanharam o filho ao médico, onde foi diagnosticado portador do TDAH.

Quando questionado sobre o transtorno, o garoto responde sem embaraço, que se sente privilegiado, porque recebe muita atenção e mais cuidado do que o esperado, e com isso consegue ser mais seguro para lidar melhor com sua situação. Para ele, vive uma vida normal, regada a amor, carinho e muita atenção.

Para melhorar seu desenvolvimento de aprendizagem, usa medicamentos, como o “Ritalina”, faz acompanhamento médico e, na escola, também, conta com acompanhamento pedagógico com a especialista em educação especial e psicopedagogia, Gabriele Sandy Bitencourt de Sá. De acordo com ela, o garoto vai muito bem na escola e, com o uso dos medicamentos, vem apresentando significativa melhora no seu quadro clínico. Além da melhora em seu comportamento, também melhorou suas notas na escola. "O garoto tem total apoio da família, é uma criança excelente, e muito adorado por todos", acrescenta Gabriele.

De acordo com Simone, seu filho aprontava quase todos os dias no colégio. Provocava seus colegas e arrumava muitas brigas e confusões. Mas, graças a todo acompanhamento médico e pedagógico, ele tem melhorado muito, principalmente seu desempenho nos estudos.

"Os pais que têm conhecimento de que seu filho é portador desse transtorno, ou desconfia, devem procurar ajuda, pois só assim, o filho terá um melhor desempenho em tudo, e também evitará consequências piores no futuro", finaliza Simone.

Por Thaís Siqueira