Lar dos Velhinhos é pintado e animado por voluntários - Jornal Iratiin

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lar dos Velhinhos é pintado e animado por voluntários

[caption id="attachment_24950" align="aligncenter" width="400" caption="Bloco de Carnaval faz festa no Lar"][/caption]

Rio Azul - Nestas últimas férias, o Lar dos Velhinhos de Rio Azul recebeu estudantes que decidiram pintar de forma voluntaria a parte internamente das casinhas que alojam os moradores da instituição.
A ideia partiu de Edi Lopes, Jéssica Reniti, Ana Luiza Girardi, Fernanda Borges Mores, Kamila Camilo Martinho, Leticia Surmacz, Juliana de Andrade, Eleny Meiborg (que também fez cadeiras de paletts e doou ao Lar), além de Ana Rita Móres. Por alguns dias, elas se dedicaram deixando a instituição mais bela e as casinhas mais aconchegantes. "Mais do que estarmos melhorando a instituição, atitudes assim trazem sorrisos e belos momentos aos moradores", comenta o enfermeiro e coordenador do Lar, Talbian Raony Przybycz.
A voluntária Leticia Surmacz comenta que por já conhecer o local há muitos anos, teve uma ótima impressão ao ver que houve uma enorme evolução na administração do local e na maneira de tratar os "vozinhos". "O primeiro contato foi meio tímido da nossa parte, já que não sabíamos como os vozinhos reagiriam com a nossa presença e para a nossa surpresa, fomos recebidas de forma que parecíamos da casa, como logo nos sentimos", afirma.
Ela conta que um dos momentos de grande emoção foi quando em uma das manhãs, um moradora do Lar "entrou na casa que estávamos pintando deu um abraço nas meninas e disse que queria muito nos agradecer", diz.
Juliana de Andrade convida a todos que puderem a fazerem uma visitar ao Lar do Velhinhos. Ela comenta que os moradores adoram quando alguém vai dar um pouquinho de atenção pra eles. "Pelos menos é isso que dá pra perceber", afirma. "Um pouquinho do carinho de cada um tem uma grande importância pra cada um deles, com certeza", complementa a voluntária.
Quando questionado qual o papel do Lar dos Velhinhos perante a sociedade, Letícia explica que o Lar é um refúgio para os moradores. "Para muitos que são solitários, um lugar onde ainda podem receber amor, carinho e doação" diz. Ela comenta que o "asilo" tem um dos mais belos papéis na sociedade: o de acolher e tratar dignamente cidadãos que se doaram pela mesma. "Foram trabalhadores que lutaram pela evolução de nossas cidades e regiões e que merecem esse reconhecimento e muito cuidado", afirma Letícia.




[caption id="attachment_24951" align="alignright" width="420" caption="Voluntárias doaram seu tempo para enfeitar o Lar"][/caption]

Lições
Jéssica: Foi umas das melhores coisas que já fiz na vida, troquei conceitos, passei a enxergar outras coisas, deixei de lado coisas que julgava importantes e passei a dar mais valor à vida, ao amor de forma simples e descomplicada. Só um sorriso pode ajudar alguém. Aprendi que a simplicidade das coisas facilita muito, que o carinho e atenção que damos a alguém é muito importante e no caso do Lar, importantíssimo. Eles não esperam muita coisa de você, diferente daqui de fora, que somos julgados pela aparência, que nossa atenção e carinho nunca são o bastante, lá dentro não. Um sorriso no rosto e já basta! O lar sem dúvida me ensinou muita coisa, digo e repito: um dos maiores e melhores aprendizados da minha vida.
Kamila: A principal lição é dar valor para as coisas simples da vida: afeto, amor, carinho, atenção a todas as pessoas que amamos, cuidar e valorizar nossa família. Isso é o que pesa muito para mim, nesse tipo de experiência. Lá, a gente vê a falta que uma família faz. A necessidade que eles têm de ter um familiar. Muitos falaram que têm parentes e que os mesmo vão visitá-los. A velhice é a fase final da vida do ser humano, é o tempo que o indivíduo tem para descansar de tantos anos de jornada.
Juliana: A velhice é uma das fases que mais precisamos das pessoas ao nosso redor. Pessoas que nos amem, demonstrem carinho, afeto, gentileza. Uma das principais lições que aprendi durante os dias que estive lá foi que o ser humano não vive apenas de coisas materiais, estas são apenas necessidades do cotidiano e que ao longo da vida são trocadas. O que precisamos mesmo são as coisas abstratas, os sentimentos, isso sim é que nos move o que nos fortalece. Não levamos nada desse mundo, apenas as boas lembranças daqueles que nos fizeram bem, que nos tiraram um sorriso quando mais precisávamos. Essa é a fase de praticar a sabedoria adquirida ao longo da vida.
Ana Luiza: Sem dúvidas foi uma experiência muito boa. Estando aqueles dias ali, deu para ver outro lado da vida. Acabei dando um valor muito maior às coisas que não damos importância. A velhice é uma coisa maravilhosa, são pessoas que fizeram parte da história que ajudaram e contribuíram para tudo o que temos nos dias de hoje e que têm um valor muito grande. Muitos os tratam como se fossem "imprestáveis", mas são pessoas que nos fazem feliz e que merecem todo o amor do mundo muito carinho.


Carnaval
No último sábado (16), o Lar dos Velhinhos de Rio Azul recebeu os integrantes do bloco de carnaval Duff. "Durante o terceiro dia de festa, procurado por um dos membros do bloco, Jocemir Baziewicz, fui informado que caso o bloco ficasse em primeiro no carnaval de Rio Azul, doaria uma parte da premiação a nossa entidade", afirma Przybycz.
Após o resultado, e a terceira colocação no carnaval, os Duff's mantiveram a palavra e decidiram não apenas doar o dinheiro, mas, com este fazer uma festinha dentro da instituição, com a participação deles.
E assim foi, proporcionando um sábado de descontração no Lar. Devidamente trajados (com as camisas do bloco), os integrantes deram o ar da graça. "Com direito a viola, comes e bebes, a troca de energia entre juventude e melhor idade foi evidente", afirma o coordenador do Lar.


 

Texto: Guilherme Capello, da redação. Com informações de Talbian Przybycz
Fotos: Talbian Przybycz


Publicado na edição 659, 20 de fevereiro de 2013.