Displicência cotidiana - Jornal Iratiin

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Displicência cotidiana

Ilustrativa
As cidades do interior, com seu cotidiano tranquilo, não estão habituadas a vivenciarem situações em que a criminalidade impera. Os cidadãos agem , muitas vezes, com pouca cautela, deixando veículos estacionados com vidros abertos, janelas e portas sem trancar quando saem de casa, andam displicentemente pelas ruas sem dar a devida atenção a pertences como bolsas e outros objetos que podem chamar a atenção de bandidos.  Também é comum encontrarmos pessoas sacando ou depositando dinheiro à noite em caixas eletrônicos de agências bancárias.  Ninguém imagina ser surpreendido por um acontecimento como que ocorreu em Teixeira Soares nesta quinta-feira (16).

Criminosos profissionais, vindos de fora, invadiram uma Agência Bancária, explodiram os caixas eletrônicos, levaram todo o dinheiro e na saída ainda atiraram contra um módulo da Polícia Militar. Os bandidos usavam armamento pesado e não tiveram nenhum receio de agir a poucos metros do módulo policial.

Tudo isso nos leva  a pensar melhor sobre nossas atitudes em relação à segurança. Demonstra que não estamos imunes à atuação de criminosos. Que podemos sim estarmos voltando para casa de madrugada e nos depararmos com ações criminais de grande vulto.

Confiamos na tranquilidade da vida que temos nos municípios em que moramos, entretanto os criminosos  estão cientes dessas displicências cotidianas. Sabiam ou imaginavam (e acertaram) que a agência bancária de Teixeira Soares não tinha em seus caixas eletrônicos o sistema de segurança de derrama tinta nas cédulas de dinheiro quando  um caixa é danificado por explosivos. Portanto, o dinheiro poderá ser utilizado sem qualquer restrição pelos autores da ação criminosa.

Lástima. Mas, esperamos que este e outros crimes que temos presenciado nos últimos tempos nos deixem mais alertas para a segurança, em todos os sentidos. Que tenhamos atenção e sejamos vigilantes, informando às autoridades da área qualquer fato estranho que observarmos. Abandonando a displicência em relação à segurança.