Campanha pela vida - Jornal Iratiin

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sábado, 11 de abril de 2015

Campanha pela vida

Há momentos na vida em que uma mínima atitude da nossa parte pode ser essencial para devolver a alguém a coragem e a força para continuar na caminhada da vida. 

Ilustrativa
Construir castelos na areia e não se decepcionar quando a tempestade vir e levar tudo o que você conservava com tanto amor é quase impossível.

Assim é a nossa vida. Lutamos, lutamos e, de repente, vêm as tribulações. Tentamos seguir, fortes, mas descobrimos que somos seres tão frágeis. Ficamos tão felizes quando recebemos o apoio de alguém.

Todos nós, certamente, temos problemas. Muitas vezes reclamamos em vão mas, para entendermos o tamanho do nosso problema, devemos parar, refletir. Isso nos permite ver que existem problemas muito mais graves do que os nossos. Quando uma pessoa estiver passando por um momento delicado devemos nos colocar no lugar desse alguém e perguntar para nós mesmos: e se fosse eu nessa situação, como estaria reagindo?

Nos dias atuais, vivemos um dilema: a correria vira rotina. Com isso, acabamos quase que esquecendo a importância de pequenas coisas. Refiro-me a um assunto que é muito importante e, muitas vezes, nos passa despercebido: a doação de sangue, de medula óssea e de órgãos. Somente quando alguém próximo de nós precisa é que começamos a perceber o valor de pequeno gestos, que dinheiro nenhum pode pagar, somente a nossa ajuda é que conta. Assim, descobrimos que somos, sim, a diferença na vida de muitas pessoas.

Rioazulense, sonhadora, jovem, sorridente. Procurava, em sua profissão, ajudar as pessoas quando estavam necessitando. Esta foi Patrícia Róssa. Nunca imaginava que, de repente, passaria por uma situação tão delicada. Aos 20 anos, descobriu que era portadora de Leucemia Mielóide Aguda (LMA). Aí começava a sua árdua luta pela vida. Lutou um ano e quatro meses enquanto esperava pelo tão sonhado doador de medula óssea compatível. Em seus relatos, Patrícia deixou claro o quão agonizante é passar por essa situação. Esta situação despertou a solidariedade nas pessoas. Todos começaram a se mobilizar. Uma linda campanha pela vida nasceu. Conseguimos, com certeza, ajudar muitas pessoas, mas, infelizmente, devido à gravidade da doença, Patricia não resistiu. Em 22 de janeiro do corrente ano, aos 22 anos, ela nos deixou. Mas, antes de partir nos propôs uma missão: a campanha pela vida não poderia parar, continuem salvando vidas, não deixem que os sonhos de muitas pessoas sejam interrompidos.

Não há palavras suficientes para agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram desde o primeiro dia em que descobrimos a doença até os dias atuais. Primeiramente, parabenizo aos professores da cidade de Imbituva que, juntamente com os alunos, desenvolveram um projeto inovador, que está em plena aplicação, salvando muitas vidas. O mesmo visa a descobrir pessoas que estão passando por um problema semelhante ao de Patricia para ajudá-las a encontrar um doador. Parabenizo, também, aos colégios de Rio Azul e Rebouças pela acolhida e pela ajuda nesta campanha pela vida. Finalmente, agradeço a todas as pessoas que abraçaram essa causa.

E, agora, unidos, vamos continuar, mudar nossa maneira de pensar e agir. A campanha não pode parar. Há muitas vidas esperando para serem salvas por um pequeno gesto seu!


Por Mateus Róssa