Recém-nascido é transportado de helicóptero para receber atendimento em Irati - Jornal Iratiin

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Recém-nascido é transportado de helicóptero para receber atendimento em Irati

O bebê foi trazido de Pinhão para a UTI Neonatal da Santa Casa de Irati para passar por exames, diagnóstico e ter o atendimento adequado



          Com pouco mais de quatro dias de vida, um recém-nascido foi transportado do município de Pinhão para receber atendimento médico especializado em Irati, na UTI Neonatal da Santa Casa. O fato ocorreu no sábado, dia 01, e o que chamou a atenção dos iratienses foi  o transporte aéreo,  o helicóptero branco que sobrevoou a cidade, fazendo com que muitos se perguntassem  o  porquê da aeronave em Irati.
O helicóptero modelo Esquilo AS 350, deixou a base do Samu Oeste, em Cascavel,com um comandante, uma enfermeira e o médico André Kamchen. Eles voaram até Pinhão para buscar o bebê e, em aproximadamente 30 minutos, segundo Kamchen, fizeram o percurso entre Pinhão e Irati.O pouso foi no campo de futebol do Irati Sport Club e uma UTI móvel terceirizada levou o recém-nascido até a Santa Casa, onde o médio Ângelo Guerreiro, que era responsável pelo plantão, prestou o atendimento necessário.
          "O hospital de Pinhão estava procurando uma vaga de UTI de isolamento e não achava. Quando surgiu esta vaga ontem [28 de fevereiro] nós informamos e eles providenciaram o transporte da criança", conta Ângelo Guerreiro. O médico explica que sempre que há transferência de pacientes de outros hospitais tem que ser feito o isolamento para evitar qualquer tipo de contaminação - por bactérias, por exemplo.
          Guerreiro conta que o recém-nascido transferido de Pinhão para Irati  aparenta ser uma criança que teve tempo normal de gestação, pesa 4 kg e sofreu hipofixia [falta de oxigenação], provavelmente durante o parto, o que causou crises convulsivas.  "Ele foi transferido não só para cuidado, mas para ajudarmos no diagnóstico, porque eles são sabem o que aconteceu", afirma o médico.
          Na Santa Casa, além de ter sido colocado na UTI Neonatal, onde recebe oxigênio, o bebê passará por exames de ecografia e de tomografia da cabeça, de acordo com o médico.  "Tudo que eles não tinham como fazer lá em Pinhão", destaca Ângelo Guerreiro.
          A  UTI Neonatal de Irati possui 10 leitos SUS, além de um leito particular/convênio, e tem como responsável técnica a doutora Liziane Stroparo.   A UTI é referência no atendimento de alto risco e faz parte da central de leitos do Estado. "Estes dez leitos para a nossa regional [4a Regional de Saúde] são bem bons, acabamos, inclusive, cedendo vagas para outras regionais que têm dificuldades quanto ao número de leitos para atendimento neonatal", informa o médico.
          Outra questão que ele comenta é que as gestantes dos municípios da 4a Regional de Saúde, quanto apresentam problemas que podem ocasionar o parto prematuro e a necessidade de cuidados especiais ao bebê, já tem o atendimento e o parto direcionados para Irati.
          Transporte aéreo
          Já houve outros casos de transferência de pacientes para a Santa Casa de Irati utilizando o transporte aéreo. "É bem mais rápido, a vantagem é esta", diz Ângelo Guerreiro.
          No caso de transporte de recém-nascidos, além da estrutura normal de uma UTI, é preciso que seja colocado um berço aquecido ou uma incubadora. O aparelho de oxigênio, de acordo com o médico, é o mesmo.
          Atendimento 
          O helicóptero que fez o transporte entre Pinhão e Irati é parte da Rede Paraná Urgência. Ele foi contratado pelo Governo do Estado através de licitação, cujo contrato foi assinado em 15 de janeiro deste ano.
          O helicóptero opera com o Samu Oeste, em Cascavel, e atende um raio de 250 quilômetros em transportes diurnos. Abrange as regiões de Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Umuarama, Guarapuava, Campo Mourão, Cianorte, Pato Branco e Francisco Beltrão, totalizando 171 municípios. Este transporte aéreo atende a demanda exclusiva de pacientes cadastrados no serviço público de saúde, gerenciados pela Central Estadual de Regulação.
Texto: Letícia Torres. Fotos: Ciro Ivatiuk.