Acusado da morte de Juziel conta sobre o crime - Jornal Iratiin

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Acusado da morte de Juziel conta sobre o crime

Um dos acusados da morte do jovem Juziel Marcos Remes de Andrade afirmou, em entrevista à equipe da Rádio Najuá e Jornal Hoje Centro Sul,  que só queria dar um susto no menino, e acusou um dos outros suspeitos  de ser o responsável pela violência que levou Juziel à óbito.
Kléber Fabiano Farias de Souza Martins, 18 anos, diz que não conhecia Juziel.  “Nunca vimos aquele piá na vida, nós pensamos em dar um susto só, daí lá foi segurado, dado uns tapas nele, daí nós íamos liberar ele, ele ia embora, e até meu amigo falou, 'ó piá, não se alugue", para ele não falar pra ninguém,” conta. E explica que não foi por causa de mulher a briga, como havia comentários a respeito.
O acusado também afirma que não seguiram Juziel. “Ele não foi seguido, nós estávamos vindo embora, aí quando nós chegamos na esquina do SESI, nós vimos lá na frente, daí meu amigo comentou, vamos dar um susto, e foi isso que aconteceu, ninguém seguiu ninguém,” diz.
Sobre a possível ocultação de cadáver, Kléber ainda diz que bateram em Juziel dentro da construção, e que ele se arrastou para fora depois, pois quando saíram, o menino ainda estava com vida.
Na  descrição de Kléber, as  agressões teriam partido de um dos comparsas, que ele afirmou ser o mais violento entre os três. “Nós chegamos,  conversamos, daí o piá baixou a cabeça, não queria falar muito, perguntamos onde ele morava, daí ele falou, no Rio Bonito, nisso foi dado um tapa na cara dele, daí eu peguei e dei outro e falei, ó piá, pegue e fale, que nós já vamos te soltar, aí já foi dada a primeira pedrada e o outro piá começou a pisar em cima da cabeça dele, e por isso que tinha várias lesões na cabeça, foi o Marcelo [Marcelo Padilha, 21],” afirma. “O Marcelo bateu mais, ele pulava com os dois pés em cima da cabeça,”complementa.
Investigação
O delegado Eduardo Magy Barbosa, que recebeu os acusados na 41ª Delegacia de Polícia Civil de Irati, explica que os acusados serão ouvidos para colher maiores detalhes do crime. “Agora nós vamos ouvir os três para que a gente possa ter detalhes do crime, e confirmar a autoria, vai ser solicitado a prisão preventiva deles, então eles devem ficar presos à disposição da justiça,” diz.
Eduardo Barbosa também comenta que a investigação continuará, para o colhimento de mais provas. “A função nossa agora é colher todos os elementos necessários para que o Ministério Público possa oferecer a denúncia, e possam ser processados e mais tarde condenados,” conta. “É bem possível que eles vão a júri,” finaliza o delegado.
Homenagem
Hoje, 28 de março, haverá uma homenagem à Juziel, à partir das 19h no Campo Municipal do bairro Rio Bonito, antes do jogo. “A gente quer reunir o povo, a comunidade em geral, quem quiser vir, venha com a família,” diz Marlicéia, a mãe de Juziel.
No domingo próximo, 30, também haverá uma missa relativa ao falecimento do menino, às 10h, na igreja da Paróquia Perpétuo Socorro, no bairro Rio Bonito.

Texto: Kaio Ribeiro com informações de Tadeu Stefaniak (Rádio Najuá)
Fotos: Ciro Ivatiuk


 Delegado Eduardo Magy Barbosa

De boné, Kléber Martins, e ao lado, Marcelo Padilha