Autoestima e Autoconhecimento - Jornal Iratiin

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Autoestima e Autoconhecimento

Dentro dessa série sobre autoestima que venho escrevendo, tem um aspecto muito importante que precisa ser mencionado. É o autoconhecimento.

Fazendo atendimentos e ministrando cursos, diariamente encontro pessoas que não conseguem enxergar padrões emocionais negativos dos mais simples e mais óbvios. Vejo desde adolescentes até pessoas idosas que não conseguem perceber que carregam sentimentos de culpa, mágoa, raiva, frustração, rejeição etc. E isso acontece por que nunca fomos instruídos a buscar autoconhecimento. Na nossa sociedade isso não é ressaltado como algo importante.

É muito comum também chegar pessoas que dizem simplesmente “eu tenho uma autoestima baixa, minha vida está travada, não consigo me realizar profissionalmente, meus relacionamentos não dão certo, tenho vontade de mudar, gostaria de mudar, mas simplesmente não consigo, estou sempre me sabotando, e não sei absolutamente o porquê”.

Em poucos minutos de conversa, investigando um pouco o passado, o relacionamento com os pais e outras pessoas próximas, já consigo detectar a fonte ou vários contribuidores para baixa autoestima do cliente: mágoas guardadas, rejeição dos pais, fracassos no passado, e por aí vai.

É interessante observar como as pessoas em geral não tem noção do quanto esse passado mal resolvido afeta sua vida hoje no presente. Quando não entendemos essa relação, ficamos perdidos sem saber a causa dos nossos problemas e achamos que é culpa do acaso, do marido, do governo, do Brasil, do chefe. Só não percebemos que a causa do problema está exatamente dentro de nós, nos problemas emocionais mal resolvidos que guardamos.

Estes problemas, sejam eles conscientes ou não, influenciam de uma forma muito contundente nosso comportamento. Nos fazem tomar atitudes negativas sem que a gente perceba. Às vezes até percebemos, mas não conseguimos fazer diferente.

Recentemente recebi uma cliente em meu consultório. Uma pessoa com um grande potencial, muito inteligente. Mas o quadro era o seguinte: profissionalmente estagnada, produzindo muito aquém do que poderia, relacionamentos amorosos sempre com homens mal sucedidos profissionalmente e que a colocavam para baixo.

Depois de relatar o quadro, pra mim ficou mais do que claro que existiam fatores por trás dessas dificuldades. E foi fácil encontrar várias feridas emocionais: rejeição por parte da mãe e irmãos e outros parentes. Ela é de família humilde, mas é diferente dos familiares. É mais esclarecida, conseguiu se sair melhor financeiramente, fala bem, se expressa bem. Tudo isso gerava rejeição, inveja, raiva dos outros membros. A mãe abandonou o pai quando ela era criança, o pai por sua vez se afastou e perdeu o contato. A mãe teve alguns relacionamentos com homens que batiam, bebiam, agrediam verbalmente...

Imagine tudo isso guardado emocionalmente em alguém! Resultado: sentimentos de inferioridade, culpa por ser diferente, afastamento da família, estagnação profissional (pra não ficar ainda melhor que a família e sentir ainda mais culpada e rejeitada), autossabotagem, escolha de relacionamentos com homens de um padrão emocional nem um pouco saudável.

Em poucas sessões de EFT, limpando emocionalmente o passado, mudanças muito significativas já começaram a ocorrer com a cliente: melhora no trabalho, diminuição da ansiedade, melhora nos relacionamentos e muitos insights e descobertas.

Olhe para a sua vida e para os problemas que você vem passando. Problemas de relacionamento, financeiro, saúde física, tudo tem uma causa. E ela não é externa a você. São conflitos que você guarda e muitas vezes não percebe, ou percebe, mas nem sabe o quanto eles estão prejudicando sua vida.

O primeiro passo para a mudança é o autoconhecimento. Se você nem sabe os sentimentos que guarda, nem tem noção do quanto eles influenciam sua vida, fica impossível mudar. Descobrir tudo isso que temos de negativo exige dedicação, leitura, vontade, trabalhos terapêuticos individuais ou em grupo, cursos... Hoje, felizmente, temos a internet que é uma fonte inesgotável e tem muita coisa gratuita de boa qualidade para leitura, é só pesquisar.

Não fomos treinados a identificar nossa negatividade. Seria bom que essas coisas nos fossem ensinadas desde criança na escola e pelos pais: identificar sentimentos de culpa, raiva, tristeza, inveja, mágoa, chantagem, manipulação. Mas os pais, coitados, também não têm esse autoconhecimento. O resultado disso é que sofremos muito e demoramos anos para aprender coisas tão óbvias (ou mesmo nunca aprendemos). Chegam clientes com 60 anos de idade que identificam, somente na terapia, pela primeira vez, que a mãe era manipuladora, que tem sentimentos de culpa e raiva guardados...

Se você deseja melhorar sua vida em todos os aspectos, busque autoconhecimento. Pare de achar que a culpa é do acaso, da má sorte e dos outros. Invista em livros, cursos, trabalhos terapêuticos, invista seu tempo lendo artigos gratuitos como este. Tudo isso nos impulsiona, melhora nossa vida afetiva e financeira. Entender de onde vem os problemas ajuda bastante e é o primeiro passo. Mas é necessário fazer mais, é preciso mudar o padrão emocional depois de identificá-lo. Nesse ponto a EFT faz uma grande diferença.

Com a EFT conseguimos limpar essa negatividade guardada, a técnica é excelente pra isso. O que nos ajuda de forma substancial a mudar de padrão e elevar a autoestima. No meu dia a dia, vejo descobertas e transformações incríveis ocorrerem a cada sessão que aplico. Coisas que são raras de

Por: André Lima– EFT Practitioner