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sábado, 24 de maio de 2014

Chefs de cozinha de Irati contam como atuam no dia-a-dia

Apesar de todo o brilho e glamour, a profissão é desgastante e necessita muita paixão pela cozinha

Cozinhar é uma arte milenar. O ser humano tem a necessidade de se alimentar, mas o paladar exige comidas elaboradas e que necessitam de um preparo especial.
Um feijão, por exemplo, precisa de todo um tempo de cozimento, além de ter a necessidade de um tempero para ficar suculento e saboroso. Cada cozinheiro tem o seu ‘toque’ para deixar a comida especial e o chef  de cozinha ainda mais.

Fábio Schawab - @Augusto Travensolli
 Chef de Cozinha     
Chef de cozinha é a pessoa que elabora os pratos e organiza toda a cozinha do restaurante, além de supervisionar os serviços dos cozinheiros em hotéis, restaurantes, hospitais, residências e outros locais de refeições, planejando cardápios e elaborando o pré-preparo, o preparo e a finalização de alimentos, observando métodos de cocção e padrões de qualidade dos alimentos. O termo também é aplicado para descrever pessoas que cozinham para viver, tradicionalmente, profissionais qualificados que têm grande proficiência em todos os aspectos da preparação da comida.

Em Irati, há vários estabelecimentos do setor alimentício, em que o preparo da comida exige profissionalização. São restaurantes, pizzarias, churrascarias com rodízios de carnes, empresas que comercializam batatas, etc.

Muitos desses estabelecimentos têm a figura do chef, como é Jurema Maria Scharam Menon, que cozinha e coordena toda a equipe de cozinheiros e funcionários em seus locais de trabalho. Jurema possui experiência e o curso de chef, entretanto há muitos outros profissionais que atuam na função, mas que aprenderam a profissão na prática, como Fabio Schawab.

Começo por acaso
Fábio Schawab  iniciou sua experiência no ramo alimentício em 2007, quando comandou uma franquia de pastéis. Na época, ele entendia pouco de culinária, sobretudo da profissional. “Quando eu entrei para gerenciar uma empresa de pastel, eu não sabia nada de comida, muito menos fechar um pastel. Com a oportunidade eu fui aprendendo, vivendo o dia-a-dia da loja, a cozinha em si, o processo, como é todo o processo de armazenamento, limpeza, higienização dos produtos, organização, tudo que acontece, questão de validade, etc. Lá, foi como uma escola pra mim e aí eu fui tomando gosto pela cozinha”, conta Fabio.

Enquanto trabalhava na pastelaria, fez cursos de gastronomia no Senac. “Eu fiz três cursos, um de pizzaiolo, outro de preparo de massas e outro de recheio. Esses cursos me ajudaram a aperfeiçoar o que eu já conhecia e o que o cotidiano vai te mostrando. Porque a experiência é o dia-a-dia e os cursos servem para aperfeiçoar, criar coisas novas, criar algo diferente,” explica Fabio.
Atualmente, ele possui uma empresa que produz batatas recheadas. “Era um produto que eu gostava de fazer, por ser rápido, fácil e também uma coisa saborosa assim.

Desde o fechamento da pastelaria, a gente já fazia a batata recheada no disk pizza, mas era em um volume menor do que era hoje, e quando decidimos apostar na batata recheada veio o resultado e o resultado bem positivo,” conta Fábio.
Apesar de Fábio gerenciar a Casa da Batata Recheada (em duas sedes) e atender a cozinha, quem coordena a cozinha é a sua mãe.

34 anos de trabalho
Jurema Maria Scharam Menon, trabalha desde 1980 como cozinheira nos empreendimentos da família Italiano, além de ser chef de cozinha da empresa. Ela conta que iniciou os trabalhos no restaurante, porque sempre gostou de cozinhar e que procura sempre se aprimorar para agradar aos clientes.

Arquivo Pessoal
Há dois anos, Jurema fez em Curitiba um curso de Chef de Cozinha. O curso teve duração de um ano, com aulas práticas e teóricas. "O curso me auxiliou no modo de administrar o restaurante, além de dar bastante orientações sobre temperos e ervas,” conta Jurema.

Ela trabalha de domingo a domingo, nos estabelecimentos Italiano, cozinhando e orientando suas funcionárias sobre cardápio e preparo dos alimentos. “É desgastante, mas é gratificante,” completa a chef. Os cardápios são escolhidos de acordo com o evento e o gosto do cliente, nos diferentes tipos de cerimônias - casamentos, formaturas, aniversários, coofe-breaks, etc.

Para os buffets e cardápios há uma programação pré-determinada para a semana, mas Jurema conta que sempre procuram seguir as sugestões dos clientes.

Apesar de todo o glamour que há na profissão de Chef de Cozinha, o trabalho é árduo e difícil. “Ser chef não é só um status, é acompanhar o desempenho de todos. Não adianta o prato ter boa aparência e não ser saboroso. E é também sempre estar buscando novas dicas, novos cursos, sempre atento as novidades,” finaliza Jurema.

Dia do Chef de cozinha
Em 13 de maio é comemorado o Dia Nacional do Chef de Cozinha. O dia foi instituído em 1999, em São Paulo, através de uma lei municipal, mas acabou sendo incorporada ao calendário nacional pelos profissionais da área.

Augusto Travensolli/Hoje Centro Sul