XI Conferência Municipal de saúde reúne 200 pessoas - Jornal Iratiin

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

XI Conferência Municipal de saúde reúne 200 pessoas

Aconteceu no dia 31, a XI Conferência Municipal de Saúde de Irati na Associação dos Servidores Públicos Municipais de Irati (ASPMI). A programação do evento durou das 8h até às 17h e contou com a participação de representantes de diversas entidades e associações da cidade ligadas a saúde. Ao todo, foram aproximadamente 200 pessoas no local entre delegados, suplentes e observadores. O tema que regeu as discussões, debates e a palestra foi o “Fortalecimento da atenção primária”. Além dessas atividades, ocorreu a eleição do novo Conselho Municipal de Saúde – o qual tem a incumbência de colocar em prática todas as propostas aprovadas. O que for aprovado será utilizado na montagem do plano municipal de saúde.

 

683_conferenciaEssas propostas foram formuladas no próprio evento, através dos debates em grupo. Cada uma das equipes possuía um foco específico ligado à saúde para ser discutido. Após isso, os grupos escolheram os pontos mais re-levantes e formularam ações para o setor no âmbito municipal. A funcionária pública, Ianae dos Santos, participou do debate sobre a saúde do trabalhador. “O nosso grupo falou sobre questões que envolviam desde a segurança no trabalho até as consultas em pronto atendimento”. Ela comenta também sobre o valor social da conferência. “Reuniões como esta são muito importantes para as decisões na nossa cidade. É uma pena que isso só aconteça de tempos em tempos. Duas ou três por ano seria ideal”. Os resultados da discussão do grupo de Ianae geraram metas envolvendo, por exemplo, a criação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) para servidores públicos. Ao ser questionada sobre o que ela esperava da conferência, a funcionária pública é objetiva: “Mudanças. Pra melhor, com certeza”, afirma.

 
A abrangência do evento trouxe ao local o represen-tante do conselho regional de odontologia, Albino Panko. Ele participou do grupo que discutiu as estratégias logísticas da saúde e as estruturas de atendimento. “Foi avaliado a necessidade de melhorar o transporte dos pacientes – principalmente em casos de urgência”, afirma. Já especificamente para a área de odontologia, Panko comenta que conferências como essa geram incentivos para que novos profissionais da área sejam mais estimulados e possibilitam a formulação de estratégias de prevenção – ação fundamental para questões de tratamento odontológico. “Todo mundo precisa de um atendimento melhor. Por isso estamos aqui. Afinal, saúde é um direito”.
Além de profissionais, os acadêmicos também contribuíram para o evento. Estudantes do curso de psicologia do campus Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste participaram de toda a programação. “A discussão da saúde vem sendo ampliada dentro da psicologia. Isso faz com que nós possamos construir novas formas de atuação”, ressalta a estudante Marcela Pereira Rosa. A acadêmica aponta que um dos pontos sobressalentes para ela no evento são as discussões sobre saúde mental – tema do grupo de discussão que a estudante participou. “O nosso curso tem um viés mais social da psicologia: a relação entre o individuo e a sociedade. Em virtude disso, a gente acaba falando muito sobre a saúde”, comenta. Segundo Marcela, algumas turmas foram liberadas das aulas para que comparecessem ao evento. “Olhar e ver vários estudantes engajados em assuntos relevantes é muito gratificante. Vejo muito potencial em conferências como esta”, disse.

 
O momento de votação sobre as propostas surpreendeu o atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, Nicolau Kekis, pela sua objetividade. Segundo ele, esta confe-rência foi a melhor dentre as que ocorreram nos seis anos que participa. “As propostas e temas foram muito bem formuladas. Talvez por isso quase todas as ações foram aprovadas pelos de-legados. Muito disso deve-se pela forma como foram organizadas as reuniões de pré-conferência”, reconhece Kekis. Para ele, o próximo passo é a formulação do plano municipal e, antes de ser posto em prática, terá que passar pelo crivo do recém eleito conselho municipal de saúde.


Texto e fotos: Lucas Waricoda