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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Acusado de matar rapaz é preso em Irati

José Edilson Venancio, de 27 anos, acusado de ser um dos autores de um crime brutal que chocou a população de Irati em 2004, foi preso pela Polícia Militar. O suspeito foi apreendido na madrugada de domingo, 4, logo após deixar uma danceteria no bairro Rio Bonito.

13757284070.11935000[1]De acordo com informações repassadas à equipe da Najuá, policiais do Serviço Reservado da 8ª Cia da PM de Irati receberam uma denúncia que o rapaz estava na casa noturna. Depois disso, os policiais iniciaram “campana” nas proximidades do estabelecimento. Por volta das 2 h, José e seu irmão deixaram a danceteria em direção ao Parque Aquático. Neste instante, o suspeito foi chamado pelo apelido de “Bolacha”. Quando esboçou reação, José foi surpreendido pela presença dos policiais. O suspeito não teve êxito na sua tentativa de fuga.

Durante a abordagem, o jovem ainda tentou ludibriar a polícia dizendo que se chamava Jerry Adriano da Silva. Segundo a equipe da PM, José estava foragido desde 2006. Durante esse período, o suspeito estaria trabalhando em Joinville/SC. O rapaz veio passar o fim de semana na residência de familiares em Irati.

Crime

Jackson Rodrigo Mores foi morto com requintes de crueldade nas proximidades do Colégio Florestal. Conforme as investigações, o rapaz que na época do crime possuía 19 anos instalou um som com valor alto em seu carro.

Um segundo suspeito que está foragido identificado como Rodrigo Ulbrich Zakrzevski, conhecido por “Seco”, teria observado o equipamento em frente a uma agência bancária na área central de Irati e planejou roubá-lo. O suspeito conseguiu o número de telefone de Jackson e marcou um encontro no bairro Riozinho. Rodrigo e Bolacha entraram no veículo do jovem e seguiram até as proximidades do Colégio Florestal na Vila São João. Lá o rapaz foi alvejado com cinco tiros.

Os suspeitos esconderam o corpo de Jackson na mata e seguiram em direção a um posto de combustíveis na BR-277. Ao chegar ao local, os acusados do crime perceberam que o pneu do carro havia estourado. Sem estepe, os rapazes abandonaram o veículo. Rodrigo pegou carona até o bairro Riozinho, onde havia deixado seu automóvel. Em seguida, ele foi até um posto de combustíveis na Vila São João e comprou gasolina. Rodrigo voltou à cena do crime e ateou fogo no corpo de Jackson, que foi queimado superficialmente.

Familiares encontraram o corpo da vítima após dois dias de buscas. O som do carro de Jackson foi encontrado em Fernandes Pinheiro, no forro da residência de Rodrigo. Ele e Bolacha foram presos, mas fugiram em 2006. Rodrigo continua foragido. O suspeito responde por roubo, seguido de morte e ocultação de cadáver.

 

Da Najuá com informações de Tadeu Stefaniak


Foto: Tadeu Stefaniak