Gripe H1N1 já não é tão perigosa como antes - Jornal Iratiin

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domingo, 7 de julho de 2013

Gripe H1N1 já não é tão perigosa como antes

Quando chega esta época do ano, muitas pessoas ainda se preocupam quando o assunto é H1N1 graças às epidemias de 2009 e 2010. Porém, a gripe já não é tão perigosa quanto antes, visto que hoje seu tratamento é amplamente conhecido, e seus anticorpos vêm na própria vacina da gripe sazonal.
Neste ano a vacina é trivalente, contém três tipos de anticorpos: da H1N1, influenza B e gripe sazonal. “Por isso, é preciso desmistificar essa questão. As pessoas vêm pedir para tomar a vacina da H1N1 e muitas vezes são aqueles que já estão nos grupos e já tomaram a vacina. É preciso que as pessoas saibam que há uma única vacina para gripe”, DSC_0011destaca a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal, Andréia Fernanda da Silva. Ela explica que hoje em dia não se fala mais em vacinação contra a H1N1, mas sim, vacina da gripe.
O Ministério da Saúde define grupos de maior risco para que a dose da vacina seja distribuída. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal, pesquisas mostram que, uma vez estes grupos estando protegidos, o número de pessoas doentes cai de uma forma geral.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica ressalta que neste ano não houve nenhum caso confirmado de H1N1 e, portanto, também nenhuma morte pela doença. “Desde o ano passado, só há coleta para exames dos pacientes que estão internados por síndrome respiratória aguda grave. Exame serve para o diagnóstico, mas o mais importante é o tratamento”, diz.
Irati fechou a Campanha da Vacinação Contra a Gripe no último dia 30 com uma cobertura de 93,87% das pessoas pertencentes aos grupos preconizados. A partir desta semana, a Vigilância Epidemiológica de Irati deve receber orientações da Secretária de Estado de Saúde (SESA) sobre a próxima fase da vacinação. “Pode ser que eles determinem outro grupo ou encerrem a campanha e deixem as doses livres para quem quiser tomar a vacina”, aponta Andréia.
Histórico da vacinação
Até o ano de 2009, quando começou a epidemia do vírus H1N1, a vacina da gripe era direcionada apenas para pessoas com mais de 60 anos, pois observou-se que os idosos apresentavam mais complicações pela comorbidade.
A partir do surto de H1N1, além dos idosos, outros grupos como crianças, doentes crônicos, funcionários da saúde e gestantes também passaram a receber as doses da vacina, uma vez que apresentavam maior vulnerabilidade ao vírus.
Em 2010 foram realizados dois tipos de vacinação: da gripe sazonal e da H1N1. Somente neste ano que as pessoas precisaram tomar as duas doses separadamente, visto que a partir de 2011, a vacina já foi preparada contra a gripe de forma geral, tanto os anticorpos da gripe sazonal, quanto da H1N1, como de suas variações estão presentes na dose que é aplicada atualmente. “O vírus da H1N1 é um tipo de gripe como qualquer outro. Os sintomas são iguais: febre de início súbito, dor de garganta, tosse, dor de cabeça, entre outros. Desde 2011, as pessoas contempladas pelo Ministério da Saúde tomam uma vacina só”, afirma a coordenadora da Vigilância
Epidemiológica Municipal, Andréia Fernanda da Silva.

Procure o médico
Uma vez que a pessoa tenha febre de início súbito, tosse ou dor de garganta associado a outros sintomas, é preciso ir ao médico para que ele inicie o tratamento com o Tamiflu. “Hoje em dia, se o paciente está com gripe o médico já receita o Tamiflu para o tratamento”, diz Andréia. Isso acontece pelo fato do Ministério da Saúde preconizar grupos para receberem as doses da vacina, sendo assim, independente de qual gripe seja, todos os pacientes são tratadas com o Tamiflu para se evitar qualquer tipo de epidemia.
Andréia reforça que a vacina serve apenas como forma de prevenção, ou seja, quando alguém entrar em contato com pessoas que apresentemos sintomas da gripe, é necessário consultar o médico. “Neste momento já não adianta tomar a vacina”, garante.

Prevenção
De acordo com o site www.gripe.org.br, a melhor maneira de se evitar a gripe é praticar uma boa higiene, lavando sempre as mãos com água e sabão ao chegar em casa, antes de ingerir alimentos e após as evacuações.
Outras dicas são manter alimentação balanceada e saudável; ingerir líquidos, preferencialmente não muito gelados; dormir pelo menos oito horas por dia; e praticar exercícios regularmente.

Texto: Guilherme Capello, da Redação