O futuro dos agregados da construção civil - Jornal Iratiin

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O futuro dos agregados da construção civil

Por conta da urbanização, cada vez mais os agregados são consumidos na construção civil, seja em edificações ou malha rodoviária.
A demanda vem crescendo muito. Os principais produtos seriam brita, areias, cerâmicas e argamassas (cal e cimento).
No ramo das cerâmicas, os recursos são mais fartos, pois quase qualquer material argiloso se presta para tijolos e telhas. Porém, quando se fala em cerâmica de revestimento e louças, as matérias-primas já são mais especificas e, de modo geral, elas sempre foram transportadas por grandes distâncias das áreas produtoras para as áreas de fabricação.
A brita, tão comum em algumas regiões, em outras é escassa, uma vêz que são necessárias rochas com características específicas. Nos grandes centros, cada vez mais a brita vem de mais longe, principalmente pelo fato que em sua extração são utilizados explosivos e britadores que fazem muito ruído.
O cimento cal e argamassas, que são utilizados em praticamente todas as edificações, são originarias de rochas carbonáticas, sendo que estas são restritas a algumas regiões. Assim, para a maioria dos consumidores, este material tem de ser transportado por grandes distâncias e suas reservas, embora razoáveis, têm uma vida útil. Vale ressaltar que são nestas rochas que se desenvolvem cavernas, aumentando sua restrição de uso. Outro ponto negativo de sua utilização é a queima de madeira para sua calcinação e a liberação de gases do efeito estufa, seja pela queima do combustível, ou pela reação de calcinação.
Sem dúvida, a areia a é que tem seu futuro mais incerto. Amplamente utilizada, a sua maioria é obtida em rios ou entornos tendo uma forte restrição ambiental. Além de apresentar reservas relativamente pequenas, em muitas cidades já se utiliza areia artificial, oriunda de moagem de rochas.
Os agregados têm diversas origens e a maioria pode ser substituída com facilidade por outras fontes minerais mais viáveis ambiental e economicamente.



Marcio Kazubek


Publicado na edição 660, 27 de fevereiro de 2013.